Resumo: Anatomia do estado - Capítulo 5

Resumo: Anatomia do estado – Capítulo 5

O que o estado teme

Já de cara podemos dizer que o que o estado teme é o ataque contra seu poder e consequentemente sua existência. Podemos dizer que um estado pode acabar de duas formas: 1) ser conquistado por outro estado ou 2) sofrer por golpes revolucionários por seus próprios súditos.

Logo, podemos ver que neste caso o governo moverá suas ações a fim de mobilizar seus súditos a defenderem o estado com se estivessem eles mesmos se defendendo. Morrer em campo de batalha um ato de coragem em defesa do sonho americano!

Mais do que isso: o governo sempre fará o máximo para você defender ataques externos, mas nada poderá fazer se o próprio governo quiser te matar. Aí você também morre por um bem maior; como nosso conservador preferido, Nando Moura, o direito coletivo tem a primazia sobre o direito individual. Logo, se democraticamente for eficiente para o estado te obrigar morrer no Vietnã, aceite, pois este é o preço que se paga para viver em sociedade. Caso você seja judeu, negro ou gay e o governo te perseguir, aceite, pois assinou o contrato social. 

Ou seja, o que Rothbard diz é que você precisa vender sua alma e não questionar nem lutar contra o estado. Caso contrário, você se tornará um inimigo dele, e assim como o que mantém e aumenta o estado é a aceitação bovina dos súditos, o que destrói ele é a ridicularização, a guerra armada ou intelectual. O que o estado teme é você, assim como o que um bandido teme é um cidadão armado.

Você é só um número

Ao contrário do que é normalmente pensado quando falamos que somos escravos do governo, o autor diz que não somos somente escravos ao pagar impostos altos e se alistar no exército, algo muito mais simples já pode ser tratado como escravidão: seu CPF. Quando nasce, não se espera nem mesmo um dia antes que o estado saiba quem você é e te dê um número, um código de barras.

Claro que é importante termos nome, mas nunca você daria informações da sua família para uma organização criminosa qualquer? Se não daria para uma facção, por que dá tão passivamente para o governo?

O que o autor quer dizer é que ações simples que poucas pessoas veem como algo normal hoje em dia, são formas do governo aumentar seu poder. Mais do que isso, quero dizer que o governo, assim como te enxerga como um número de CPF que precisa pagar seus impostos, você também é só um número quando o governo precisa aumentar seu poder. Não existe a possibilidade do governo querer o seu bem, nem mesmo quando existe uma ameaça externa.

Digamos que exista uma real ameaça, não algo tramado pelos próprios governantes. Nesse caso, o governo aumentará os impostos, fará com que as indústrias pesadas construam mais tanques, aviões e qualquer coisa importante numa guerra; o agronegócio também não exportará para inimigos e se preocupará em suprir as necessidades nacionais. Claro que a longo prazo isto não se sustenta, é uma anomalia econômica.

Conclusão

Veja, não quero dizer que devemos aceitar ataques aos locais onde vivemos, o que estou mostrando é que quando existe uma situação dessas, o governo aumenta seu poder e você aceita sem pensar muito.

Se isto é óbvio e os governantes não são burros, por que então não fomentar guerras de tempos em tempos para unir toda a nação em um só propósito: aumentar o poder dos governantes defender todos de uma ameaça iminente.

Quer mais uma prova de que o governo não se imposta com você, mas sim com o próprio monopólio da força? Me responda: qual crime o governo trata com maior violência: sonegação de impostos, que diminui o poder do estado ou um assassinato de um individuo pacífico?

Espero que tenha gostado. Até o próximo capítulo.